Cirurgia da Pele

A cirurgia estética após a cirurgia ou tratamento da obesidade é o último passo e talvez o mais importante na recuperação da imagem do doente, que vem sofrendo ao longo de vários anos o seu problema de obesidade.

 

A imagem pessoal e autoestima do doente obeso é muitas das vezes abandonada, surgindo na personalidade destes doentes conflitos internos de ordem emocional e afetiva, com isolamento social ou até mesmo a negação de uma vida de relação.

 

Na obesidade a pele sofre um processo de estiramento devido ao aumento da massa adiposa (gordura) com crescimento anormal celular e neoformação vascular decorrente de uma maior necessidade de aporte energético das células adiposas em formação.

 

O índice de massa corporal (IMC) é pois um valor de referência para o diagnóstico de uma obesidade, o qual é calculado a partir do peso em Kg a dividir pelo valor da altura em M2, sendo considerada uma situação de obesidade se esse valor for igual ou superior a 30.

 

 

O que fazer com o excesso de pele gerado pela grande perda de peso?

 

A cirurgia de correção estética no pós-obesidade habitualmente envolve todas as partes do corpo designadamente a face, os braços, as mamas, o tronco, as nádegas e coxas.

 

 

Face

A face sofre um processo de enrugamento/envelhecimento cutâneo que habitualmente poupa as pessoas mais jovens, podendo ser necessários tratamentos com botox na região frontal ou de preenchimento facial com gordura, ácido hialurónico ou outros materiais biocompativeis. Em casos graves poderá ser necessário recorrer a um lifting facial completo.

 

 

Braços

Nos braços vai acontecer que o excesso de pele vai ficar caído só podendo ser resolvido com a retirada desse excesso deixando uma cicatriz ao nível da axila ou ao longo da face interna dos braços, que poderá se estender até ao cotovelo.

 

 

Mamas

Nas mamas a pele em excesso é removida com mastopexia bilateral isolada ou associada a colocação de implantes mamários para repor a volumetria mamária.

 

 

Tronco

No tronco a pele abdominal é removida com abdominoplastia deixando uma cicatriz em T invertido ou âncora ou uma cicatriz na região púbica que se prolonga até à região trocanterica.

 

Por vezes tem que ser feita uma remoção do excesso da pele do dorso em continuidade com a abdominoplastia, prolongando a cicatriz anterior a nível dorsal ao longo da linha nadegueira, sendo que em alguns casos o excesso dermoadiposo dorsal é aproveitado para aumentar a volumetria dos glúteos ou região nadegueira.

 

 

Coxas

Nas coxas o excesso de pele é removido deixando uma cicatriz na região inguinal isolada ou associada a uma cicatriz vertical ao longo da face interna das coxas, podendo a mesma se estender até aos joelhos.

 

 

O que preciso de fazer para realizar esta cirurgia?

 

Primeiramente, terá que ser avaliada por um cirurgião plástico que a ajude a devolver a juventude perdida do seu corpo ou que a ajude a aproximá-la da forma e aparência que idealiza.

 

As pessoas que precisam de correção do contorno corporal, em especial na sequência de perdas de peso pronunciadas após cirurgia bariátrica ou da obesidade, encontram no Dr. Marques Moura um especialista em cirurgia plástica e estética com muita competência e experiência em cirurgia estética do contorno corporal.

 

Se preferir, contacte a Clínica Privada do Hospital da Prelada e marque consulta com o Dr. Marques Moura, que lhe dará todos os aconselhamentos necessários para a realização desta cirurgia.

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Cirurgia da Pele

As verrugas, por vezes bastante desagradáveis e inestéticas, são infeções na camada superior da pele ou mucosas, causadas por vírus. De forma a ficar esclarecido sobre os diversos tipos de verrugas, em que idades são mais frequentes e quais os tratamentos existentes, convidámo-lo a ler este artigo até ao fim.

 

O que são verrugas e como ou porque surgem na pele e mucosas?

 

As verrugas são lesões da pele e das mucosas adjacentes produzidas pelo vírus do papiloma humano (HPV), o mesmo vírus que costuma causar o cancro do colo do útero, do ânus ou o do pénis.

 

Apesar de serem causadas pelo mesmo tipo de vírus, as verrugas e o cancro nos órgãos sexuais geralmente tem origem em subtipos distintos do HPV. Existem mais de 150 subtipos de vírus HPV e há uma relação entre estes diferentes subtipos, como a sua localização, morfologia e evolução no corpo.

 

O virus HPV-2 e HPV-4 estão habitualmente associados a verrugas comuns de pele, o HPV-1 a verrugas que surgem na planta dos pés e os HPV-6 e HPV-11 a verrugas que aparecem na região dos ânus e dos genitais.

 


Que tipos de verrugas existem e quais as suas características?

 

Existem várias formas clínicas de verrugas da pele e mucosas que se distinguem pela localização (couro cabeludo, face, boca, vias respiratórias, corpo, mãos, pés, anogenitais e colo do útero) e/ou morfologia (vulgares ou rugosas, planas ou filiformes).

 


Em que idade podem aparecer e como é feita a transmissão do vírus HPV das verrugas?

 

As verrugas podem aparecer em qualquer idade, no entanto, são mais comuns em crianças, adolescentes e adultos. A transmissão ou contágio do vírus é de pele para pele, mas pode ocorrer também através de objetos como toalhas e roupas.

 

O vírus também pode contaminar outras áreas do corpo do próprio paciente e pessoas com doenças de pele ou lesões, apresentam maior risco de serem contaminadas.

 


Em que partes do corpo podem surgir as verrugas comuns e porque surgem?

 

As verrugas surgem mais frequentemente nas mãos (vulgarmente designados por “cravos”), nos pés, joelhos, cotovelos e na face, no entanto qualquer região do corpo e mucosas pode ser afetada.

 

As verrugas podem ser únicas ou múltiplas, e apresentarem diversos aspectos, variando de tamanho, cor e apresentação. Os HPVs que infectam a pele surgem habitualmente quando há lesões como cortes e arranhões que vão permitir a invasão do vírus para dentro do organismo.

 


As verrugas são lesões malignas?

 

A verruga comum de pele é uma doença benigna, e costuma desaparecer espontaneamente com o tempo. As verrugas genitais, também chamadas de condilomas, são altamente contagiosas pela via sexual, seja ela oral, vaginal ou anal e representam um maior risco de desenvolvimento de cancro no pénis, ânus e/ou colo do útero.

 

O desenvolvimento do cancro está geralmente relacionado com alguns subtipos do HPV, associados ás infecções genitais e a situações de deficiente defesa imunitária.

 

Após a contaminação quanto tempo é preciso para aparecer a verruga e qual o risco de infeção ou contaminação pelo vírus HPV?

 

Desde a contaminação com o HPV até o aparecimento da verruga pode haver um intervalo de tempo que pode ir até aos 6 meses. Cada organismo reage à infecção pelo HPV de modo diferente, e a contaminação pelo vírus que vai desenvolver as verrugas vai depender fundamentalmente do sistema imune, havendo pois um maior risco de contaminação em doentes com HIV, transplantados ou que estejam em tratamento oncológico.

 

De um modo geral estima-se que cerca de 80% da população venha a ser infetada pelo HPV em algum momento da vida, porém, apenas 5% destes irão desenvolver verrugas.

 


O que são as verrugas anogenitais ou “condiloma acuminado”?

 

As verrugas anais e genitais recebem o nome de condiloma acuminado (popularmente conhecido como “crista de galo”). O HPV genital é uma doença altamente transmissível pela via sexual, e como já foi explicado, o aparecimento da verruga depende do subtipo do HPV.

 

As verrugas anogenitais são dolorosas?

 

As verrugas genitais costumam ser assintomáticas, causando apenas desconforto estético como nos grandes condilomas, podendo coexistir queixas de comichão, dor, sensação de queimadura, sangramento e, nas mulheres, pode mesmo ocorrer corrimento vaginal.

 

Há algum tipo de protecção da infecção pelo virus HPV nos genitais?

 

A infecção genital pelo HPV, com ou sem condiloma, é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo, sendo mais comum que a gonorreia e a clamídia.

 

Como qualquer doença sexualmente transmissível, o seu principal fator de risco é a prática de sexo sem preservativo, principalmente se for com vários parceiros(as). O preservativo diminui o risco de contágio, mas no caso específico do HPV, a sua eficácia parece ficar em torno de 70%, muito abaixo das de outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Mais uma vez é importante lembrar que uma pessoa pode estar infectada pelo HPV mesmo que não possua verrugas visíveis. O parceiro(a) contaminado também pode ou não desenvolver condilomas.

 


Quanto tempo pode demorar a aparecer o condiloma depois da infeção?

 

O condiloma acuminado pode demorar até 8 meses para se desenvolver após o contágio pela via sexual. O condiloma anal normalmente ocorre em pessoas que praticam sexo anal, porém, principalmente em mulheres, pode surgir sem que tenha havido relação sexual pela via anal.

 

Nas mulheres as lesões do HPV genital costumam surgir ao nível da vulva, colo do útero, vagina, períneo e ânus. A presença de condiloma, em qualquer área da região genital, é um fator de risco para o desenvolvimento do cancro de colo uterino.

 

Nos homens as lesões do HPV costumam aparecer no pénis, próximo da glande. Outros pontos possíveis são a bolsa escrotal e o ânus, este último principalmente, mas não exclusivamente, após relação homossexual.

 

A prevalência do condiloma acuminado é maior em pacientes com imunossupressão, principalmente nos portadores de HIV.

 


Que tipos de tratamento existem para as verrugas?

 

Os tratamentos para as verrugas, gerais ou locais, são múltiplos, o que significa que nenhum tem uma eficácia muito grande. O tratamento das verrugas comuns é diferente do das verrugas genitais, apesar de algumas substâncias usadas serem as mesmas.

 

Os fármacos mais usados são derivados da vitamina A, nomeadamente o etretinato e a acitretina, e o interferão. A eficácia é irregular. Os tratamentos locais consistem na destruição das lesões por meios físicos ou químicos, ou recorrendo à utilização do laser ou da electrocoagulação e cirurgia.

 


Como tratar a verruga?

 

Nos tratamentos da verruga podem ser utilizados inúmeros esquemas como:

  1. A aplicação de cáusticos (ex: acido tricloroacético) que sendo popular pela sua eficácia, deve ser evitado porque deixa quase sempre cicatrizes definitivas;

  2. A aplicação de ceratolíticos que é praticada sobretudo com os ácidos salicílico e láctico, compostos que destroem a substância córnea, constituinte importante das verrugas;

  3. A aplicação de citostáticos, sendo os mais usados o podofilino, a cantaridina e o 5-fluoruracilo, medicamentos que impedem a multiplicação celular característica do processo de formação das verrugas;

  4. O imiquimod é uma substância que parece agir de modo distinto, estimulando o sistema imune a combater o HPV pelo que é normalmente usado em associação;

  5. A electrocirurgia consiste na passagem de correntes eléctricas de alta frequência através das lesões, o que eleva a temperatura local, com evaporação da água dos tecidos e carbonização da matéria orgânica;

  6. A criocirurgia provoca o arrefecimento das lesões, através do contacto com azoto líquido ou “neve carbónica”, atingindo temperaturas muito baixas que levam à morte das células;

  7. A cirurgia consiste em fazer a curetagem das verrugas usando uma colher de raspagem cirúrgica ou o bisturi eléctrico;

  8. A laserterapia consiste na absorção da energia electromagnética dos raios laser o que vai ocasionar subida da temperatura, com evaporação da água e carbonização das substâncias orgânicas.

 

Existem muitas outras técnicas menos usadas e de eficácia discutível como os banhos em soluto de formalina, ou as injeções locais de solutos oleosos e anestésicos, havendo mesmo descrição de alguns casos resolvidos com a psicoterapia.

 

Nos grandes condilomas, a opção necessária é a excisão cirúrgica.

 

Pode haver proteção com a vacina contra o HPV?

 

Apesar do objetivo principal ser a prevenção contra o cancro do colo uterino, a presença dos subtipos HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda também na prevenção do condiloma acuminado.

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Cirurgia da Pele

A flacidez nos braços é um problema comum que aparece há medida que vamos envelhecendo. A pele vai perdendo a elasticidade, tornando-se mais flácida e causando uma grande dor de cabeça, principalmente para o sexo feminino.

Neste artigo, iremos falar de como se faz uma braquioplastia e quais os resultados.



O que é uma braquioplastia?

A braquioplastia é a cirurgia que é feita para melhoria do contorno corporal ao nível dos braços, quer por excesso adiposo quer por flacidez da pele, devido às grandes oscilações de peso ou após emagrecimento acentuado.



Porque a pele dos braços fica caída ou em excesso?

As causas mais comuns são as grandes oscilações de peso ou emagrecimentos, embora a hereditariedade ou herança genética tenha igualmente um papel importante no seu aparecimento.



Como é feita a braquioplastia?

A braquioplastia pode ser feita apenas através de uma lipoaspiração da gordura em excesso ao nível dos braços, quando apenas há volume em excesso e a pele tem boas condições de elasticidade e tensão, sem estar flácida ou caída. Pode-se também realizar uma excisão em simultâneo de pele e gordura deixando uma cicatriz do lado interno do braço entre a axila e o cotovelo.



Que tipo de anestesia é utilizada habitualmente?

A anestesia pode ser local, locoregional (apenas os braços ficam sob anestesia) ou geral.



Como são e onde ficam as cicatrizes?

As cicatrizes podem ficar escondidas na linha da axila e ao longo da face interna dos braços (em L ou em V-Y), podendo ou não serem utilizados drenos nas primeiras horas após a cirurgia. A cirurgia é feita habitualmente em ambulatório, no entanto em casos graves de grandes dermocalasias (excesso de pele caída ou flácida) pode ser necessário internamento superior a 24h.



Pode ser feita em conjunto com outras cirurgias estéticas?

Em casos clínicos de grandes baixas de peso ou emagrecimentos podem ser feitas braquioplastias em conjunto com mastopexias ou subida da mama que vai estar igualmente caída ou flácida.



E como é o pós-operatório?

No pós-operatório e após 15 dias da cirurgia é aconselhável usar uma manga de compressão elástica que deve manter por um período mínimo de 1 mês. Dependendo da recuperação individual e da cicatrização habitualmente pode retomar o exercício físico dentro de 4-6 semanas após a cirurgia.



Onde posso realizar esta cirurgia?

O Dr. Marques Moura realiza este e outros procedimentos cirúrgicos na Clínica Privada do Hospital da Prelada. Se tiver alguma dúvida, não hesite em contactar-nos.

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