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O Dr. Marques Moura garante a continuidade dos seus cuidados médicos, com toda a segurança, através do novo serviço de videoconsulta.

 

Este novo serviço permite a prestação de cuidados de saúde durante a pandemia de covid-19, garantindo que os utentes continuam a ser acompanhados em segurança, sempre que possível sem necessidade de deslocação física à unidade.

 

A videoconsulta é, de resto, uma aposta do Hospital da Prelada, com benefícios para todos os cidadãos, sobretudo no momento crítico de saúde pública que o país atravessa. 

 

O Dr. Marques Moura assegura consultas de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética que, devido à natureza técnica, não exigem a sua presença no hospital. 

 

 

Quem pode ter videoconsulta?

Este novo serviço é disponibilizado para todas as primeiras consultas ou subsequentes. 

Para além dos nossos clientes em regime privado, já temos acordo para a sua realização com as seguintes entidades:

– ADSE

– Future Healthcare

– Médis

– Multicare

– SAMS Quadros

– Serviço Nacional de Saúde

O Hospital da Prelada continua em articulação com todas as entidades que têm acordo com o hospital, para que possam alargar este novo serviço a todos os seus beneficiários e segurados.

 


Quais as condições para a sua realização?


O Dr. Marques Moura estará no Hospital da Prelada.

Da sua parte é necessário que:

– Tenha email.

– Tenha um dispositivo com câmara de vídeo, microfone e ligação à nternet: smartphone, computador ou tablet.

 


Como se marca a videoconsulta?


Os clientes cujas consultas foram adiadas desde o dia 16 de março, devido à necessidade de suspensão da atividade programada do nosso hospital, serão contactados pelo nosso Centro de Atendimento para reagendamento. 

Todos os clientes que desejem agendar uma videoconsulta (primeira consulta ou subsequente) podem fazê-lo através dos seguintes meios:

– Ligando para 228 330 770 (08h00 às 20h00 | dias úteis).

– Enviando email para centro.atendimento@hospitaldaprelada.pt.

 


Como se realiza a videoconsulta?


Após o agendamento da videoconsulta recebe no seu email uma mensagem com a seguinte informação:

– Confirmação de data e hora da videoconsulta.

– Confirmação do nome do Médico.

– Link através do qual será realizada a videoconsulta.

 

Na data/hora da videoconsulta deve:

1.º Ligar a Internet no equipamento que irá utilizar para a videoconsulta (smartphone, computador ou tablet).

2.º Escolher um local privado, sem ruído e com bom acesso à internet.

3.º Aceder ao email que já lhe enviámos e clicar no link “Join Microsoft Teams Meeting”.

4.º Na página de Internet que abriu clicar em “Participar”.

 

Nesse momento irá ver e ouvir o Dr. Marques Moura. Assegure-se de que tem a câmara frontal ativada e o microfone ligado, para que o Dr. Marques Moura também o(a) possa ver e ouvir.

Se não estiver a ver ou a ouvir o Dr. Marques Moura, por favor aguarde.

O tempo de duração da videoconsulta é igual ao da consulta presencial.

Durante a videoconsulta poderá apresentar relatórios de exames através da câmara ou partilhando-os com o Dr. Marques Moura.

As eventuais prescrições de medicamentos e/ou exames ficam disponíveis na APP do Hospital da Prelada e serão, ainda, enviadas para o seu email.

No final da consulta deve desligar a chamada e fechar a respetiva página de internet.

 


A videoconsulta é segura?


A videoconsulta é realizada através de uma rede segura do Hospital da Prelada e garantimos a proteção dos seus dados, em total cumprimento do Regulamento Geral de Proteção de Dados. É ainda proibida, nos termos da lei, a gravação da videoconsulta por terceiros, em parte ou no seu todo.

 


Qual é o preço?


O custo da videoconsulta é igual ao da consulta presencial. 

 


Como se procede ao pagamento?


A forma de faturação é igual à de uma consulta presencial. 

A sua fatura ficará disponível na APP do Hospital da Prelada e será, ainda, enviada para o seu email. Deve seguir as respetivas instruções de pagamento por referência multibanco.

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A COVID-19 trouxe muitas mudanças para a rotina de todos nós e os hospitais tiveram que se adaptar. Nesse sentido, o Dr. Marques Moura vem partilhar consigo através deste artigo as exigências que está obrigado a cumprir.

 

Apesar da atividade de consultas e cirurgias estar temporariamente suspensa, o Dr. Marques Moura continua sempre disponível para esclarecer as suas dúvidas. Para entrar em contacto, utilize o formulário de contacto deste site.

 

O Colégio da Especialidade de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética da Ordem dos Médicos emitiu, na sequência da pandemia de COVID-19, as seguintes recomendações:

 

  1. Todas as consultas e tratamentos de rotina e consultas e tratamentos de sequência post operatória e primeiras consultas que não sejam determinadas por situações de natureza prioritária, como as abaixo referenciadas, devem ser suspensas.

 

 

  1. Em qualquer contexto a prática da Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética deve ser restringida ao tratamento cirúrgico de pacientes de carácter prioritário, nomeadamente e a título de exemplo:

 

a) Tratamento de traumatismos e infecções agudas;

b) Tratamento de feridas, perdas de substância ou afins de carácter sub-agudo (p.e. amputações, iminência de fracturas patológicas, encerramento de áreas de fasciotomia…);

c) Tratamento de tumores malignos com risco de disseminação ou os de comportamento local que possam comprometer ou tornar complexas soluções cirúrgicas simples ou atingir estruturas de difícil reconstrução (p.e. c. basocelulares da região cantal interna.);

d) Reconstruções imediatas post excisão tumoral no contexto de neoplasias malignas;

e) Reconstruções que envolvam protecção inadiável de estruturas nobres (p.e. olho);

f) Prossecussão de tratamentos em curso cujo adiamento possa comprometer o resultado ou originar complicações (p.e. 2ºs tempos operatórios).

 

 

  1. Pesadas embora as limitações do teste diagnóstico em assintomáticos, esta prática deve ser proactivamente estimulada, sempre que clinicamente possível, para todos os pacientes sujeitos a internamento hospitalar.

 

 

  1. O uso de EPI adequado é obrigatório

 

a) Neste contexto, procedimentos de segurança de carácter acrescido devem ser activados nas intervenções cirúrgicas e tratamentos que exponham os profissionais ao perigo de aerosolização no contexto da Cirurgia de Cabeça e Pescoço, nomeadamente as normas de segurança de procedimentos no manuseio da via aérea que limitem esta aerosolização e EPI´s adequadas.

 

Entre estas relevam:

i. Máscaras N95 (FFP2) + viseiras faciais/óculos de protecção, luvas, fato não-poroso e barrete descartáveis.

a) Se disponivel uso de equipamento FPP3 ou PAPR (Powered Air-Purifying Respirators)

ii. Dependendo da taxa de renovação aérea 90% dos agentes estarão limpos em 14 minutos… A equipa cirúrgica deve assim permanecer fora da sala operatória 20 minutos após a entubação.

iii. Sempre que possível o paciente deve permanecer curarizado.

iv. Deve ser evitada a aspiração, irrigação e o uso de coagulação monopolar.

v. Priveligiar o material auto-perfurante, parafusos de IMM, perfuração de baixa velocidade, osteótomos e abordagens transcutâneas.

vi. Colocar penso oclusivo sobre a região oro nasal sempre que possível

vii. Se clinicamente possível justifica-se testar os pacientes neste contexto.

 

 

  1. Deve ser pesado que a permanência no ar circulante normal de partículas virais no contexto de aerosolização ultrapassará previsivelmente as 3 horas.

 

 

  1. De especial importância é o manejo dos pacientes com indicação para internamento em Unidades de Queimados. Sendo estruturas em Pressão Positiva há risco de compromisso de todos os profissionais de Serviço no caso de ser internado um paciente COVID19 e, por extensão, a contaminação dos outros pacientes… No contexto dum doente imunosuprimido e com grave patologia respiratória pendente, este panorama é catastrófico e a depleção de pessoal especializado não substituível reveste uma enorme gravidade.


    a)Devem ser previstas áreas de transição para tratamento indispensável, não sujeitas a pressão positiva, para pacientes a aguardar resultado de teste antes do internamento na Unidade de Queimados.


     

  2. Considerar que os pacientes assintomáticos podem estar infectados com COVID19 a menos que possa ser documentado a existência de 2 testes negativos com pelo menos 24 h de espaçamento temporas.

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Cirurgia da Pele

As verrugas, por vezes bastante desagradáveis e inestéticas, são infeções na camada superior da pele ou mucosas, causadas por vírus. De forma a ficar esclarecido sobre os diversos tipos de verrugas, em que idades são mais frequentes e quais os tratamentos existentes, convidámo-lo a ler este artigo até ao fim.

 

O que são verrugas e como ou porque surgem na pele e mucosas?

 

As verrugas são lesões da pele e das mucosas adjacentes produzidas pelo vírus do papiloma humano (HPV), o mesmo vírus que costuma causar o cancro do colo do útero, do ânus ou o do pénis.

 

Apesar de serem causadas pelo mesmo tipo de vírus, as verrugas e o cancro nos órgãos sexuais geralmente tem origem em subtipos distintos do HPV. Existem mais de 150 subtipos de vírus HPV e há uma relação entre estes diferentes subtipos, como a sua localização, morfologia e evolução no corpo.

 

O virus HPV-2 e HPV-4 estão habitualmente associados a verrugas comuns de pele, o HPV-1 a verrugas que surgem na planta dos pés e os HPV-6 e HPV-11 a verrugas que aparecem na região dos ânus e dos genitais.

 


Que tipos de verrugas existem e quais as suas características?

 

Existem várias formas clínicas de verrugas da pele e mucosas que se distinguem pela localização (couro cabeludo, face, boca, vias respiratórias, corpo, mãos, pés, anogenitais e colo do útero) e/ou morfologia (vulgares ou rugosas, planas ou filiformes).

 


Em que idade podem aparecer e como é feita a transmissão do vírus HPV das verrugas?

 

As verrugas podem aparecer em qualquer idade, no entanto, são mais comuns em crianças, adolescentes e adultos. A transmissão ou contágio do vírus é de pele para pele, mas pode ocorrer também através de objetos como toalhas e roupas.

 

O vírus também pode contaminar outras áreas do corpo do próprio paciente e pessoas com doenças de pele ou lesões, apresentam maior risco de serem contaminadas.

 


Em que partes do corpo podem surgir as verrugas comuns e porque surgem?

 

As verrugas surgem mais frequentemente nas mãos (vulgarmente designados por “cravos”), nos pés, joelhos, cotovelos e na face, no entanto qualquer região do corpo e mucosas pode ser afetada.

 

As verrugas podem ser únicas ou múltiplas, e apresentarem diversos aspectos, variando de tamanho, cor e apresentação. Os HPVs que infectam a pele surgem habitualmente quando há lesões como cortes e arranhões que vão permitir a invasão do vírus para dentro do organismo.

 


As verrugas são lesões malignas?

 

A verruga comum de pele é uma doença benigna, e costuma desaparecer espontaneamente com o tempo. As verrugas genitais, também chamadas de condilomas, são altamente contagiosas pela via sexual, seja ela oral, vaginal ou anal e representam um maior risco de desenvolvimento de cancro no pénis, ânus e/ou colo do útero.

 

O desenvolvimento do cancro está geralmente relacionado com alguns subtipos do HPV, associados ás infecções genitais e a situações de deficiente defesa imunitária.

 

Após a contaminação quanto tempo é preciso para aparecer a verruga e qual o risco de infeção ou contaminação pelo vírus HPV?

 

Desde a contaminação com o HPV até o aparecimento da verruga pode haver um intervalo de tempo que pode ir até aos 6 meses. Cada organismo reage à infecção pelo HPV de modo diferente, e a contaminação pelo vírus que vai desenvolver as verrugas vai depender fundamentalmente do sistema imune, havendo pois um maior risco de contaminação em doentes com HIV, transplantados ou que estejam em tratamento oncológico.

 

De um modo geral estima-se que cerca de 80% da população venha a ser infetada pelo HPV em algum momento da vida, porém, apenas 5% destes irão desenvolver verrugas.

 


O que são as verrugas anogenitais ou “condiloma acuminado”?

 

As verrugas anais e genitais recebem o nome de condiloma acuminado (popularmente conhecido como “crista de galo”). O HPV genital é uma doença altamente transmissível pela via sexual, e como já foi explicado, o aparecimento da verruga depende do subtipo do HPV.

 

As verrugas anogenitais são dolorosas?

 

As verrugas genitais costumam ser assintomáticas, causando apenas desconforto estético como nos grandes condilomas, podendo coexistir queixas de comichão, dor, sensação de queimadura, sangramento e, nas mulheres, pode mesmo ocorrer corrimento vaginal.

 

Há algum tipo de protecção da infecção pelo virus HPV nos genitais?

 

A infecção genital pelo HPV, com ou sem condiloma, é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo, sendo mais comum que a gonorreia e a clamídia.

 

Como qualquer doença sexualmente transmissível, o seu principal fator de risco é a prática de sexo sem preservativo, principalmente se for com vários parceiros(as). O preservativo diminui o risco de contágio, mas no caso específico do HPV, a sua eficácia parece ficar em torno de 70%, muito abaixo das de outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Mais uma vez é importante lembrar que uma pessoa pode estar infectada pelo HPV mesmo que não possua verrugas visíveis. O parceiro(a) contaminado também pode ou não desenvolver condilomas.

 


Quanto tempo pode demorar a aparecer o condiloma depois da infeção?

 

O condiloma acuminado pode demorar até 8 meses para se desenvolver após o contágio pela via sexual. O condiloma anal normalmente ocorre em pessoas que praticam sexo anal, porém, principalmente em mulheres, pode surgir sem que tenha havido relação sexual pela via anal.

 

Nas mulheres as lesões do HPV genital costumam surgir ao nível da vulva, colo do útero, vagina, períneo e ânus. A presença de condiloma, em qualquer área da região genital, é um fator de risco para o desenvolvimento do cancro de colo uterino.

 

Nos homens as lesões do HPV costumam aparecer no pénis, próximo da glande. Outros pontos possíveis são a bolsa escrotal e o ânus, este último principalmente, mas não exclusivamente, após relação homossexual.

 

A prevalência do condiloma acuminado é maior em pacientes com imunossupressão, principalmente nos portadores de HIV.

 


Que tipos de tratamento existem para as verrugas?

 

Os tratamentos para as verrugas, gerais ou locais, são múltiplos, o que significa que nenhum tem uma eficácia muito grande. O tratamento das verrugas comuns é diferente do das verrugas genitais, apesar de algumas substâncias usadas serem as mesmas.

 

Os fármacos mais usados são derivados da vitamina A, nomeadamente o etretinato e a acitretina, e o interferão. A eficácia é irregular. Os tratamentos locais consistem na destruição das lesões por meios físicos ou químicos, ou recorrendo à utilização do laser ou da electrocoagulação e cirurgia.

 


Como tratar a verruga?

 

Nos tratamentos da verruga podem ser utilizados inúmeros esquemas como:

  1. A aplicação de cáusticos (ex: acido tricloroacético) que sendo popular pela sua eficácia, deve ser evitado porque deixa quase sempre cicatrizes definitivas;

  2. A aplicação de ceratolíticos que é praticada sobretudo com os ácidos salicílico e láctico, compostos que destroem a substância córnea, constituinte importante das verrugas;

  3. A aplicação de citostáticos, sendo os mais usados o podofilino, a cantaridina e o 5-fluoruracilo, medicamentos que impedem a multiplicação celular característica do processo de formação das verrugas;

  4. O imiquimod é uma substância que parece agir de modo distinto, estimulando o sistema imune a combater o HPV pelo que é normalmente usado em associação;

  5. A electrocirurgia consiste na passagem de correntes eléctricas de alta frequência através das lesões, o que eleva a temperatura local, com evaporação da água dos tecidos e carbonização da matéria orgânica;

  6. A criocirurgia provoca o arrefecimento das lesões, através do contacto com azoto líquido ou “neve carbónica”, atingindo temperaturas muito baixas que levam à morte das células;

  7. A cirurgia consiste em fazer a curetagem das verrugas usando uma colher de raspagem cirúrgica ou o bisturi eléctrico;

  8. A laserterapia consiste na absorção da energia electromagnética dos raios laser o que vai ocasionar subida da temperatura, com evaporação da água e carbonização das substâncias orgânicas.

 

Existem muitas outras técnicas menos usadas e de eficácia discutível como os banhos em soluto de formalina, ou as injeções locais de solutos oleosos e anestésicos, havendo mesmo descrição de alguns casos resolvidos com a psicoterapia.

 

Nos grandes condilomas, a opção necessária é a excisão cirúrgica.

 

Pode haver proteção com a vacina contra o HPV?

 

Apesar do objetivo principal ser a prevenção contra o cancro do colo uterino, a presença dos subtipos HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda também na prevenção do condiloma acuminado.

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Cirurgia da Mão

O síndrome do canal cárpico é uma doença cada vez mais frequente, causando fortes dores no punho e na mão. Esta doença afeta principalmente mulheres  entre os 40 e 50 anos. Leia este artigo até ao fim e fique a conhecer todos os sintomas e causas da doença e, principalmente, os tratamentos existentes.



O que é o síndrome compressivo do canal cárpico?

O síndrome compressivo ou doloroso do canal cárpico traduz-se num adormecimento ou formigueiro (parestesias) na mão que pode ser acompanhado de dor e incapacidade funcional que atinge especificamente os primeiros quatro dedos da mão e que decorre da compressão do nervo mediano por alteração ou espessamento das estruturas que formam o canal estreito por onde o nervo passa ao nível do punho.



Porque surge a compressão do canal cárpico?

É uma doença comum em pessoas que realizam trabalho manual com movimentos repetidos (costureiras ou pianistas, por exemplo) mas pode estar associada a alterações hormonais como a menopausa ou gravidez pelo que é bastante frequente em mulheres dos 35 aos 60 anos, ou ainda em doentes com Diabetes Mellitus, artrite reumatóide e/ou patologias da tiróide.



Quais são os sinais e sintomas deste síndrome do canal cárpico da mão?

Os sintomas mais frequentes são a dor, adormecimento ou formigueiro (parestesias) principalmente à noite com perda ou diminuição da capacidade funcional das mãos e membros superiores até ao ombro.



Existe alguma prova ou exame que possa confirmar o diagnóstico?

Existe a manobra de Phalen e o exame electromiográfico ao nível do membro superior e mão para estudo da condução do nervo mediano e consequentemente análise do nível da compressão.



Como se trata a doença do canal cárpico?

O tratamento conservador é feito com medicação anti-inflamatória, repouso ou até mesmo imobilização da mão e eventual infiltração com corticoide. O tratamento fisiátrico pode reverter ou melhorar a sintomatologia. Nos casos mais graves que não respondem ao tratamento conservador tem que ser feita a cirurgia de descompressão do nervo mediano.



Como é feita a cirurgia?

A cirurgia é habitualmente feita em ambulatório, sob anestesia locoregional e consiste numa pequena incisão ao nível da face anterior da palma ou punho da mão (2-3 cm) com secção do ligamento anterior ou anular do carpo e consequente descompressão do nervo mediano ao nível do canal o qual se encontra habitualmente espessado.



Que cuidados devo ter depois da cirurgia?

Manter a mão operada imobilizada e elevada a 30 – 45 graus acima do nível do cotovelo.



Quanto tempo demorarei a recuperar da cirurgia?

Habitualmente 2-3 semanas , podendo os pontos ser removidos aos 14-15 dias ou no caso de serem pontos absorvíveis ou autodegradáveis desaparecerem com a lavagem habitual das mãos.



As dores e a sensibilidade da mão recuperam de imediato?

Habitualmente as dores e as parestesias melhoram quase de imediato no entanto em mãos com longo tempo de evolução da doença pode ter que se esperar 2-3 meses.



O síndrome compressivo do canal cárpico pode recorrer?

A percentagem de casos é pequena, no entanto, o ligamento do canal cárpico pode se refazer e voltar a comprimir o nervo mediano com dores e parestesias na mão.

Se suspeita que tem síndrome do canal cárpico, marque uma consulta para que seja feito o correto diagnóstico e posterior tratamento.

 

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Cirurgia do Corpo

A abdominoplastia é uma cirurgia plástica que pode ser feita em mulheres e homens e, é especialmente indicada para quem perdeu muito peso ou após uma gravidez e ficou com a região da barriga muito flácida. Neste artigo, iremos esclarecer várias dúvidas acerca da abdominoplastia.



O que é uma abdominoplastia?

A abdominoplastia é uma cirurgia em que é retirado o excesso de pele e gordura da parede abdominal (dermolipectomia), vulgarmente designado por “avental” abdominal, podendo então ser reforçada a tensão da parede muscular e recolocado o umbigo, tendo como objetivo melhorar o contorno corporal.



Em que consiste a cirurgia para retirar o “avental” abdominal?

A abdominoplastia, também designada clinicamente por dermolipectomia abdominal é uma cirurgia em que é retirado o excesso de pele e gordura da parede abdominal através de uma incisão abdominal inferior junto da púbis, que pode ir até às espinhas ilíacas e, no mesmo tempo de cirurgia, é reforçada a tensão da parede muscular, que a maior parte das vezes se encontra distendida com afastamento dos grupos musculares (retos abdominais), tendo sempre como objetivo melhorar o contorno corporal.


O umbigo é sempre recolocado na cirurgia de abdominoplastia?

Nem sempre é necessário e muitas vezes em mulheres com boa tensão da parede abdominal, sem grande afastamento muscular (diastase) e que apresentem apenas algum excesso de pele com pequena prega abdominal inferior, pode ser feita uma abdominoplastia mínima ou dermolipectomia simples sem transposição ou recolocação do umbigo e sem qualquer reparação da parede muscular abdominal.



As estrias na pele que por vezes ocorrem após gravidez ou devido às oscilações de peso podem ser retiradas com a abdominoplastia?

Com a abdominoplastia, são removidas apenas as estrias, cicatrizes de cirurgia ao apêndice ou outras e deformidades na pele que se encontrem numa posição ou plano inferior ao umbigo.



Que fatores contribuem para as alterações da parede abdominal?

Vários fatores contribuem para as alterações na parede abdominal, tais como:

  • gravidezes;

  • constantes variações de peso;

  • sedentarismo com ausência de exercício físico.


Estes fatores vão predispor à dismorfia com distensão e ptose ou queda da pele da parede abdominal.



Que tipo de anestesia é usada numa abdominoplastia e qual é o tempo habitual de internamento hospitalar?

A cirurgia é habitualmente feita sob anestesia loco-regional ou geral com duração de 1 a 2 horas e pode ser em ambulatório ou com um tempo de internamento máximo de 2 dias.



Como é feita a cirurgia?

A cirurgia é iniciada com uma incisão na região abdominal inferior (suprapúbica) que se pode estender até às espinhas ilíacas sendo levantada da aponevrose muscular a pele e gordura da parede abdominal, cujo excesso vai ser removido, e o umbigo ao ser poupado é recolocado na sua posição no final da cirurgia, podendo ou não serem deixados drenos durante 1-3 dias.


como se faz uma abdominoplastia

É feita alguma reparação dos músculos da parede abdominal?

A plicatura ou aproximação dos músculos rectos abdominais é efetuada quase sempre que há um afastamento (diástase) dos mesmos devido a uma perda ou diminuição do tónus muscular da parede abdominal, sendo muito comum nas mulheres após a grande distensão da parede abdominal, provocada pelas gravidezes ou em situações de sedentarismo por ausência de exercício físico.



Que cuidados devo ter após a cirurgia?

Após a cirurgia deve ser usada uma cinta compressiva abdominal, podendo ser associada no pós-operatório massagem de drenagem linfática e aplicação na pele e cicatrizes de creme hidratante e de gel de silicone. Deve estar interdita a prática de desportos que envolvam esforço físico por um período mínimo de 1 mês.



Onde ficam as cicatrizes e o que se pode fazer para cuidar das mesmas?

Habitualmente a cicatriz da abdominoplastia é desenhada na parede abdominal inferior ao longo da região púbica e ilíaca de forma a ficar escondida pelo vestuário íntimo.

As cicatrizes devem ser massajadas com cremes hidratantes ou com gel de silicone e é importante fazer a sua proteção solar com cremes de fator total de proteção UV.



Quando posso ver o resultado final?

O resultado é imediato, no entanto devido ao edema ou “inchaço” da parede abdominal no pós-operatório, só será definitivo após um período de tempo nunca inferior a 3 meses, havendo quase sempre uma diminuição ou até mesmo ausência de sensibilidade ao nível da pele da parede abdominal por um período variável de 3 meses a 1 ano.



Como faço para realizar esta cirurgia?

Primeiramente, terá que ser avaliada por um cirurgião plástico. Se preferir, contacte a Clínica Privada do Hospital da Prelada e marque consulta com o Dr. Marques Moura, que lhe dará todos os aconselhamentos necessários para a realização desta cirurgia.

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Cirurgia do Corpo

A cirurgia pós obesidade consiste nas várias cirurgias plásticas realizadas no corpo após as grandes reduções do peso e volume corporal com estabilização do peso e cujo objectivo final é a remoção da pele flácida e gordura em excesso e a melhoria estética do contorno corporal. Neste artigo, iremos falar sobre obesidade e de como a pode tratar.



O que é um doente obeso?

A braquioplastia é a cirurgia que é feita para melhoria do contorno corporal ao nível dos braços, quer por excesso adiposo quer por flacidez da pele, devido às grandes oscilações de peso ou após emagrecimento acentuado.




Porque a pele dos braços fica caída ou em excesso?

Um doente obeso é um doente que tem excesso de volume e peso em relação à sua altura, pelo que a sua definição é feita por um índice designado de massa corporal, o qual vai estar alterado com valores igual ou superiores a 30 kg/m2.



Como se calcula o índice de massa corporal?

O índice de massa corporal (IMC) é calculado dividindo o valor do peso em Kg pelo valor da altura em metro ao quadrado.





Como se pode tratar a obesidade?

A obesidade ou excesso de peso pode ser tratada com perda de dezenas de quilos apenas com hábitos de vida e alimentares saudáveis envolvendo a utilização de dietas equilibradas e exercício físico regular ou recorrendo à designada cirurgia bariátrica (balão intragastrico, sleeve, banda ou by-pass gástrico).



Que tipos de cirurgias plásticas podem ser realizadas após o tratamento da obesidade?

Após a cirurgia bariátrica ou após grandes perdas de peso e volume estão indicadas várias cirurgias plásticas para correção, sendo elas:

  • abdominoplastia ou a dermolipectomia circular do tronco que pode envolver a correção de hérnias, ou a correção da diastase dos músculos recto abdominais (comum nas mulheres pós parto);

  • lipoaspiração ou lipoescultura alternada com enxertos de gordura para optimizar o contorno corporal;

  • braquioplastia para a correção da pele caída ou excesso cutâneo ao nível dos braços;

  • mastopexia para correção da ptose da mama com ou sem colocação de implantes;

  • mastectomia subcutânea para tratamento da ginecomastia residual nos homens com ou sem lipoaspiração associada;

  • dermolipectomia ou “lifting” para remoção e correção do excesso na parte interna das coxas ou levantamento;

  • aumento do volume das nádegas (com prótese, retalhos dermoadiposos ou gordura);

  • as cirurgias na face e pescoço (lifting facial ou cervicofacial);

  • as cirurgias das áreas íntimas como as labioplastias e vulvoplastias.


 

Quando é o timing ideal para fazer a cirurgia plástica após grande perda de volume e/ou peso?

O timing ideal é quando se está próximo do peso ideal e este se mantém estável por um período mínimo de 3-6 meses. Nas doentes pós parto deve-se esperar pelo menos 6 meses após o final da amamentação, pelo que não se aconselha a fazer a cirurgia no mesmo tempo do parto.



O que é o peso ideal?

O peso ideal é habitualmente calculado dividindo o peso em Kg pela altura ao quadrado em metros o qual vai definir um índice de massa corporal (IMC) que depois é definido por uma tabela.

  • Baixo peso = IMC abaixo de 18,5 kg/m2

  • Peso normal = IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m2

  • Obesidade grau I = IMC entre 30 e 34,9 kg/m2

  • Obesidade grau II = IMC entre 35 e 39,9 kg/m2

  • Obesidade grau III (obesidade mórbida) = IMC maior que 40 kg/m2


     

    O que é um body lift ou lifting do corpo?

O lifting corporal ou body lift pode:


  • envolver a parte superior do tronco (braquioplastia com mamoplastia associada nas mulheres e ginecomastia nos homens);

  • envolver a parte inferior do corpo (abdominoplastia ou dermolipectomia circular do tronco com ou sem aumento das nádegas e associada a dermolipectomia da parte interna das coxas).

  • ser um total body lift com envolvimento da face (ritidectomia cervicofacial) que só deverá ser feito em doentes saudáveis, com peso adequado, e que pratiquem exercício físico regularmente, sem patologias associadas e altamente motivado.

Estas três abordagens são realizadas há muitos anos em diversos países do mundo e são consideradas seguras desde que o paciente seja avaliado rigorosamente pelo médico que vai operá-lo. Cada pessoa é avaliada de maneira individualizada, pois as deformidades decorrentes da grande perda de peso afetam diferentemente os pacientes. Deve-se sempre priorizar a saúde do paciente e nunca colocá-lo em risco para se obter um bom resultado.



Dicas para evitar a realização de cirurgias

Para quem deseja minimizar a necessidade desse tipo de cirurgia, apresentamos algumas dicas:


  • Emagreça com monitoramento médico e nutricional, sem pressa e de maneira contínua, ou seja, evite o “efeito acordeão de emagrecer e engordar várias vezes, pois não é saudável;

  • Se observar que está a ganhar peso, lembre-se de usar hidratante corporal para tentar evitar a ocorrência de estrias. A presença de muitas estrias juntamente com flacidez de pele ainda não são tratados de maneira eficaz sem a cirurgia;

  • Tenha hábitos saudáveis de alimentação balanceada, com prática regular de exercícios físicos, e lembre-se: não fume!


 

Onde posso realizar esta cirurgia?

O Dr. Marques Moura realiza este e outros procedimentos cirúrgicos na Clínica Privada do Hospital da Prelada. Se tiver alguma dúvida, não hesite em contactar-nos.

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Cirurgia da Pele

A flacidez nos braços é um problema comum que aparece há medida que vamos envelhecendo. A pele vai perdendo a elasticidade, tornando-se mais flácida e causando uma grande dor de cabeça, principalmente para o sexo feminino.

Neste artigo, iremos falar de como se faz uma braquioplastia e quais os resultados.



O que é uma braquioplastia?

A braquioplastia é a cirurgia que é feita para melhoria do contorno corporal ao nível dos braços, quer por excesso adiposo quer por flacidez da pele, devido às grandes oscilações de peso ou após emagrecimento acentuado.



Porque a pele dos braços fica caída ou em excesso?

As causas mais comuns são as grandes oscilações de peso ou emagrecimentos, embora a hereditariedade ou herança genética tenha igualmente um papel importante no seu aparecimento.



Como é feita a braquioplastia?

A braquioplastia pode ser feita apenas através de uma lipoaspiração da gordura em excesso ao nível dos braços, quando apenas há volume em excesso e a pele tem boas condições de elasticidade e tensão, sem estar flácida ou caída. Pode-se também realizar uma excisão em simultâneo de pele e gordura deixando uma cicatriz do lado interno do braço entre a axila e o cotovelo.



Que tipo de anestesia é utilizada habitualmente?

A anestesia pode ser local, locoregional (apenas os braços ficam sob anestesia) ou geral.



Como são e onde ficam as cicatrizes?

As cicatrizes podem ficar escondidas na linha da axila e ao longo da face interna dos braços (em L ou em V-Y), podendo ou não serem utilizados drenos nas primeiras horas após a cirurgia. A cirurgia é feita habitualmente em ambulatório, no entanto em casos graves de grandes dermocalasias (excesso de pele caída ou flácida) pode ser necessário internamento superior a 24h.



Pode ser feita em conjunto com outras cirurgias estéticas?

Em casos clínicos de grandes baixas de peso ou emagrecimentos podem ser feitas braquioplastias em conjunto com mastopexias ou subida da mama que vai estar igualmente caída ou flácida.



E como é o pós-operatório?

No pós-operatório e após 15 dias da cirurgia é aconselhável usar uma manga de compressão elástica que deve manter por um período mínimo de 1 mês. Dependendo da recuperação individual e da cicatrização habitualmente pode retomar o exercício físico dentro de 4-6 semanas após a cirurgia.



Onde posso realizar esta cirurgia?

O Dr. Marques Moura realiza este e outros procedimentos cirúrgicos na Clínica Privada do Hospital da Prelada. Se tiver alguma dúvida, não hesite em contactar-nos.

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Cirurgia da Mama

A estética e saúde da mama tem um papel importante na vida da mulher actual pelo que o aumento mamário com a utilização de implantes mamários é desde há alguns anos a cirurgia estética mais procurada pelas mulheres depois da lipoaspiração.



Como são os implantes mamários actuais?

Desde os anos 60 que são utilizados implantes mamários em gel de silicone e desde então já foram colocados milhões de implantes.Em cada ano nos EUA são operadas 400000 mulheres e destas apenas 100000 utilizam implantes para reconstrução mamária após tratamento cirúrgico de cancro de mama.

Ao longo dos últimos 25 anos foram feitos inúmeros estudos científicos que não encontraram nenhum tipo de associação de implantes de gel de silicone com o cancro da mama.

Por outro lado a evolução dos implantes de gel de silicone não foi apenas na sua composição com a produção e uso de gel de silicone mais resistente e com maior coesividade, mas também no seu invólucro ou capa com superfícies micro e nanotexturadas de forma a combater uma das complicações mais comuns que é o chamado encapsulamento mamário.



O que é o encapsulamento mamário?

O encapsulamento mamário ou formação de cápsula patológica, surge quando o organismo reage à presença do implante com a formação de uma cápsula fibrosa que por vezes aperta com muita firmeza deformando o implante e despertando dor.

O encapsulamento mamário pode ser definido em vários graus conforme a sua agressividade (I-IV) e em alguns casos pode ser necessário reoperar para remover a cápsula (parcial ou totalmente) devendo então se proceder à substituição dos implantes mamários.



Como sei se os implantes mamários não têm ruptura?

Habitualmente a rotura do implante é uma situação rara, e estatisticamente a probabilidade de rotura aumenta para os implantes antigos ou colocados há mais de 10 anos.

Na presença de dor na mama ou de sinais inflamatórias locais associados como o calor, rubor ou inchaço, poderá e deverá ser observada pelo seu cirurgião e eventualmente fazer estudos de ecografia ou ressonância magnética.



Que tipo de implantes mamários devo colocar?

Os implantes mamários de gel de silicone são os mais utilizados no mundo, existindo várias marcas comerciais e consequentemente diferentes tipos de implantes que apenas diferem na chamada coesividade do gel (baixa, média e alta coesividade) na sua composição ou no tipo de textura (lisa, micro ou nanotexturada) do invólucro ou capa do implante.

A grande evolução nos implantes na última década em termos de superfície, consistência e resistência à pressão permite que na actualidade se tenham menos complicações como uma menor incidência de pregueamento do implante, menos encapsulamento mamário e uma maior durabilidade assegurada.



Redondos ou anatómicos? Por onde e onde os devo colocar? Pela frente ou por trás do músculo peitoral?

A discussão de redondos e anatómicos é um tema actual que se mantém vivo pois em todo o mundo os resultados estéticos apresentados são semelhantes podendo se obter excelentes resultados com qualquer tipo de implante e o problema parece estar mais focado na experiência do cirurgião plástico e na decisão ou escolha de implante após observação do doente.

Os implantes mamários podem ser colocadas através do umbigo, pela axila, pela areola ou pelo sulco da mama, no entanto todas estas abordagens ao nível do corpo da mulher têm pontos a favor e desvantagens pelo que caso não tenha ainda uma opinião formada segura deverá questionar e dialogar com o seu cirurgião.

Da mesma forma o local onde irá ficar o seu implante (por trás ou pela frente do músculo peitoral) será também um tema para abordar no diálogo com o cirurgião pois os bons resultados existem de ambas as formas e a decisão terá que ser tomada caso a caso em função da sua actividade pessoal e profissional e do seu padrão mamário.



E o cancro da mama? O que é o BIA-ALCL?

Foram muitos anos de investigação cuidada e exaustiva que determinaram que não há maior incidência de cancro nas mulheres com implantes de gel de silicone e consequentemente não há nenhuma influência no aparecimento de cancro da mama.

O BIA-ALCL (Breast Implant Associated Anaplastic Large Cells Lymphoma) é um subtipo de linfoma que pode surgir à volta dos implantes, cujo aparecimento é muito raro (neste momento de 33 para 1 milhão) nas mulheres com implantes comparativamente à incidência de cancro (1:8) em mulheres (com ou sem implantes), permanecendo pois ainda desconhecida a razão do seu aparecimento e esta associação com os implantes.

Um grande número de casos foi diagnosticado 7-8 anos após a implantação, podendo no momento do diagnóstico os implantes encontrados no doente não serem já os originais. O tratamento consiste na remoção do implante e da cápsula e em alguns pacientes pode ter que se associar quimioterapia e radiação.

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Cirurgia da Face

A blefaroplastia é uma cirurgia plástica realizada nas pálpebras, superiores e/ou inferiores, que tem como objetivo eliminar a flacidez e rugas provocadas pelo envelhecimento. Muito procurada por homens e mulheres, a cirurgia das pálpebras tem um poder rejuvenescedor do rosto, deixando o olhar mais jovial e menos cansado. Leia este artigo e fique a saber como é feita uma blefaroplastia.



O que é uma blefaroplastia?

A blefaroplastia é uma cirurgia estética feita ao nível das pálpebras. Específica para cada doente, a mais comum é a que é feita ao nível das pálpebras superiores e que envolve a retirada da pele flácida em excesso que por vezes dificulta a acuidade visual da doente.

Muitas vezes podemos ter que associar a blefaroplastia das pálpebras superiores com a intervenção cirúrgica ao nível das pálpebras inferiores. Não só para retirar excesso de pele como para fazer a remoção ou redistribuição das bolsas de gordura, vulgarmente designados de “papos”, e tendo sempre como objetivo melhorar a funcionalidade e a aparência estética da área oculopalpebral.



Porque é que as pálpebras ficam com excesso de pele e com bolsas de gordura?

As bolsas de gordura nas pálpebras inferiores, vulgarmente designados por “papos” dos olhos, surgem pelo enfraquecimento muscular e do septo orbitário, bem como pelas alterações ao nível da pele.

Com o envelhecimento a pele vai ficando mais fina e menos elástica. Estas alterações permitem que a gordura se torne mais aparente ou visível ao nível das pálpebras.

O processo de envelhecimento cutâneo da pele ainda que seja uma herança genética é habitualmente resultado de uma excessiva exposição ao sol e sua radiação bem como da influência ou da ação nefasta do meio ambiente como a poluição urbana.



O que causa o envelhecimento da pele e os papos nos olhos?

• O consumo excessivo de álcool;
• O tabaco;
• Má dieta alimentar.

São causas igualmente responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele. As grandes oscilações de peso ou o recurso a planos de emagrecimento recorrentes e/ou agressivos vão igualmente conduzir a alterações na textura da pele a qual que vai ficar mais enrugada, pregueada e menos elástica.



Como atrasar o envelhecimento?

A qualidade de vida a nível físico, com hábitos de descanso noturno e um sono médio de 8h e a prática de desportos ou de exercício físico regular são aspetos fundamentais no atraso do processo de envelhecimento em geral.



Se os meus pais já têm papos nos olhos, eu também virei a ter?

A hereditariedade ou herança genética é um fator muito importante no envelhecimento das pálpebras pelo que se os seus familiares já tem “papos” nos olhos há uma grande probabilidade de vir a herdar esse enfraquecimento do septo e tónus muscular oculopalpebral com a consequente projeção da gordura orbitaria e aparente visualização a nível das pálpebras.



A partir de que idade deve ser feita a correção?

Habitualmente a blefaroplastia é feita em mulheres acima dos 35 anos, no entanto há casos de mulheres que são operadas em idades mais jovens devido a alguma predisposição genética para o envelhecimento cutâneo ou para a formação das bolsas de gordura ou “papos” ao nível das pálpebras.



Como é feita a cirurgia das pálpebras?

A cirurgia palpebral pode ser feita em regime ambulatório sob anestesia local com analgesia ou sedação e pode durar 30-45’.

As incisões ou cortes na pele são feitas ao nível das pregas palpebrais superiores com remoção do excesso cutâneo e por vezes de alguma gordura principalmente nos cantos internos.

Ao nível das pálpebras inferiores, a cirurgia pode ser feita pelo lado de dentro da pálpebra ao nível da mucosa (via mucosa tansconjuntival) ou por uma incisão junto ao bordo ciliar e canto externo (via cutânea sub ou justaciliar) com reposição inferior, redistribuição ou remoção parcial das bolsas de gordura e do excesso de pele.



A cirurgia das pálpebras deixa cicatriz?

Os pontos na pele são habitualmente retirados ao fim de 3 a 7 dias e as cicatrizes na pele das pálpebras ficam habitualmente praticamente impercetíveis ou disfarçadas nas pregas palpebrais superiores ou junto às pestanas ou cílios ao nível das pálpebras inferiores.



Cuidados a ter após a cirurgia pálpebral

É importante aplicar gelo na região oculopalpebral durante as primeiras 24-48 horas e manter a cabeceira da cama ligeiramente elevada para controlar o edema, podendo retomar toda a sua atividade diária e social dentro de aproximadamente 8- 15 dias.



Onde posso realizar esta cirurgia?

O Dr. Marques Moura realiza este e outros procedimentos cirúrgicos na Clínica Privada do Hospital da Prelada. Se tiver alguma dúvida, não hesite em contactar-nos.

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Cirurgia da Mama

A intervenção cirúrgica para reduzir a mama chama-se mamoplastia de redução e é uma cirurgia muito procurada em Portugal. São muitos os motivos que levam as mulheres a realizar este procedimento. Leia este artigo até ao fim e esclareça as principais dúvidas acerca de uma mamoplastia de redução.



O que é uma mamoplastia de redução?

A mamoplastia de redução é uma cirurgia na mama que tem como objetivo principal melhorar a forma e o equilíbrio estético da mama com o corpo.

A cirurgia também serve para reduzir o desconforto físico provocado pelo peso e volume desproporcionado da mama, e também o reposicionamento do complexo areolomamilar que habitualmente se encontra baixo ou “caído” (ptose) relativamente ao sulco da mama.



Em que consiste uma mamoplastia de redução?

A mamoplastia de redução de mama consiste na retirada do excesso de gordura, pele e tecido glandular das mamas, de forma que no final a mama tenha uma forma estéticamente agradável e proporcional à estrutura física da mulher.



Quando fazer uma cirurgia de redução da mama?

As mamoplastias de redução não são unicamente feitas por razões estéticas, por assimetrias ou ptoses mamárias mas por motivos funcionais ou de saúde da doente.

  • grande volume e peso excessivo;

  • alterações da postura com deformidades;

  • dores ao nível da coluna cervicodorsal;

  • alterações cutâneas ao nível do sulco mamário causadas pelo atrito

  • decorrente da ptose também vulgarmente designada por mama caída;

  • diminuição da autoestima;

  • instabilidades de humor ou estados depressivos graves.




Que volume mamário deve ser retirado?

As mamas habitualmente tem volumes semelhantes, mas não são exatamente iguais nem na forma nem no tamanho, ocorrendo por vezes assimetrias mamárias objectivas, pelo que a quantidade de mama a remover irá depender do seu volume, das dimensões do tórax e do objetivo ou vontade da doente, devendo no entanto o tamanho ou volume final ser sempre proporcional à estrutura física da doente.



Qual a idade ideal para fazer a mamoplastia de redução?

Não há propriamente uma idade especifica para fazer a redução mamária, deve, no entanto, deve-se aguardar o completo desenvolvimento das mesmas que ocorre habitualmente pelos 18 anos de idade.

A mamoplastia pode dificultar ou mesmo impossibilitar a amamentação no futuro. Pode considerar fazer a cirurgia somente após ter tido filhos.

Ouça sempre atentamente a opinião do seu cirurgião plástico. A amamentação ou aleitamento materno vai sempre alterar o formato de seios estejam ou não operados.



Que exames complementares devem ser realizados para a cirurgia?

Rx Pulmonar, Electrocardiograma, Eco ou mamografia e análises gerais ao sangue (com estudo de coagulação) e urina.



Que tipo de anestesia se utiliza?

Habitualmente é utilizada a anestesia geral, no entanto em pequenas reduções mamárias pode ser utilizada a anestesia local com sedação. A decisão sobre a melhor opção para o seu caso deverá ser feita entre você, o cirurgião e o anestesista.



Como se faz a escolha da técnica cirúrgica?

Existem técnicas distintas de cirurgia de redução de mama sendo importante para a escolha da técnica e plano cirúrgico a forma e o volume ou dimensão da mama, o seu grau de ptose (ou queda) da mama relativamente ao sulco mamário bem como o tipo de pele da doente.



A mamoplastia de redução deixa cicatrizes?

As cicatrizes decorrentes da cirurgia de redução mamária vão depender da técnica cirúrgica a utilizar podendo estar apenas limitadas à aréola ou com uma pequena cicatriz vertical complementar , ou ainda com cicatriz no sulco mamário em L ou em T invertido.



As cicatrizes desaparecem?

As cicatrizes não desaparecem e a cicatrização só estabiliza habitualmente ao fim de um ano após a cirurgia, podendo variar de doente para doente, de acordo com o tipo de pele, técnica cirúrgica e os cuidados tomados no pós-operatório.



Que complicações podem surgir na mamoplastia de redução?

A cirurgia de redução de mama como qualquer procedimento cirúrgico é um procedimento de risco, podendo surgir algumas complicações, decorrentes do processo operatório: dificuldade ou impossibilidade de amamentar; perda da sensibilidade (algumas mulheres podem perder parcial ou totalmente a sensibilidade nos mamilos e/ou mamas); cicatrizes queloides (cicatrizes avermelhadas, espessas e salientes).



Qual o tempo hospitalar?

É variável, podendo a cirurgia mamária ser realizada em regime de ambulatório ou com um internamento de 1-2 dias.



São precisos drenos?

Os drenos podem ou não ser utilizados, e são retirados num período máximo de 2 dias.



As mamas podem voltar a crescer?

Em princípio a redução mamária é eficaz e as mamas vão manter o volume e a forma durante vários anos sem haver necessidade de recorrer a nova correção cirúrgica, no entanto poderá ser necessário reintervir caso haja uma gravidez ou aumento de peso ou em determinado tipo de doenças processo esse decorrente dos efeitos secundários da ação medicamentosa no tratamento.



O aleitamento materno é possível após ser feita uma redução mamária?

A possibilidade de aleitamento materno após uma cirurgia de redução depende da técnica cirúrgica utilizada e é sempre questionável pois o mesmo pode não ser possível mesmo sem ter feito a cirurgia há no entanto relatos de muitos casos de aleitamento em mulheres que engravidaram e tiveram filhos depois de ter realizado uma redução mamária.



A sensibilidade dos mamilos vai ficar alterada?

Habitualmente a sensibilidade do mamilo não sofre qualquer alteração, e por vezes em casos de mamas de grande volume em que a sensibilidade do mamilo já se encontra gravemente alterada pode até se assistir a uma melhoria subjetiva dessa mesma sensibilidade.



Que aconselhamento geral deve ser feito?

Antes de decidir se deve fazer a cirurgia de redução de mama, procure um cirurgião plástico certificado e qualificado ou com boas referências.

Converse com o seu cirurgião sobre os riscos que a cirurgia envolve, os tipos de anestesia e o hospital onde vai ser feita a cirurgia. Não deixe de discutir com o cirurgião as suas expetativas, como o tamanho e forma final das suas mamas, perda de sensibilidade e tamanho das cicatrizes.



Onde posso realizar esta cirurgia?

O Dr. Marques Moura realiza este e outros procedimentos cirúrgicos na Clínica Privada do Hospital da Prelada. Se tiver alguma dúvida, não hesite em contactar-nos.

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